Dez penalties falhados que marcaram a História do futebol:
1- Roberto Baggio (Itália, 1994). Baggio era um dos melhores jogadores do planeta, e confirmou-o nesse Mundial, conduzindo uma Itália enfraquecida à final com o Brasil. Depois de 0-0 nos 120 minutos, o craque italiano foi a escolha natural para o quinto remate da sua equipa. O Brasil liderava (3-2), se Baggio falhasse o título mundial ficava entregue. O «codino» quis colocar a bola no ângulo e subiu demasiado a mira.
2- John Terry (Chelsea, 2008). Depois do falhanço de Cristiano Ronaldo, o Chelsea estava a um remate do seu primeiro título europeu. Sem o especialista Drogba, expulso pouco antes, a honra do tiro decisivo coube ao capitão, maior símbolo da equipa. Mas o pé esquerdo de Terry escorregou e o seu remate para fora.
3- Zico, Sócrates e Platini (Brasil-França, 1986). O jogo que melhor ilustra a fatalidade que se abate sobre os craques nos penalties decisivos: nos quartos-de-final do Mundial de 1986, foram três a falhar no momento crítico. Ainda no tempo regulamentar, com o marcador em 1-1, Zico tinha acabado de entrar quando foi chamado à marca, permitindo a defesa de Bats. No desempate, a célebre paradinha de Sócrates deu mau resultado. Depois, Platini atirou para as nuvens quando podia carimbar o apuramento da França. Ainda assim, os «bleus» acabaram por passar.
4- Van Basten (Holanda, 1992). O melhor avançado do seu tempo teve um Euro-92 para esquecer: bolas na trave, golos mal invalidados, tudo parecia conspirar contra o seu talento. A gota de água foi no desempate por penalties da meia-final com Dinamarca: Van Basten atirou rasteiro, Schmeichel adivinhou o lado. A Holanda ficou pelo caminho e a Dinamarca levou a Taça para casa.
5- Shevchenko (Milan, 2005). O ucraniano já tinha dado uma Liga dos Campeões ao Milan, marcando o penalty decisivo em 2003. Dois anos mais tarde, na incrível final de Istambul, as coisas saíram-lhe ao contrário: a sua equipa desperdiçou três golos de avanço ao intervalo e «Sheva» permitiu a Dudek a defesa que deu o título ao Liverpool.
6- Frank de Boer (Holanda, 2000). Os holandeses têm má sina nos penalties. Na meia-final do Euro-2000, com a Itália, o capitão da Holanda começou por falhar aos 39 minutos, permitindo a defesa de Toldo. Depois, repetiu a dose no desempate, para desespero do público que enchia o Arena de Amesterdão. Nessa tarde, a Holanda só marcou um em seis!
7- Bruno Conti (Roma, 1984). Mais um craque a falhar perante o seu público quando não podia. Ídolo dos «gialorrossi», campeão mundial em 1982, Conti tinha levado a sua equipa à final da Taça dos Campeões, pela primeira vez. No Olímpico de Roma tremeu perante Grobelaar, permitindo ao Liverpool o quarto título do seu historial. Foi a primeira final da Taça dos Campeões decidida desta forma.
8- Trezeguet (França, 2006). Já tinha um momento negro no seu currículo, quando falhou pela Juventus na final da Liga dos Campeões, em 2003. Três anos depois, foi o único a falhar na final do Mundial-2006, em Berlim. Acertou em cheio na trave e o título mundial foi para a Itália.
9- Beckham (Inglaterra, 2004). Uns meses antes tinha sido vítima do mesmo azar que tramou John Terry: na Turquia, uma escorregadela no pior momento fizera com que falhasse um penalty crucial. Ainda assim a Inglaterra apurou-se para o Euro. Mas nos quartos-de-final, com Portugal, foi novamente vítima da má sorte e da relva irregular da Luz. A bola só parou num leilão do E-Bay. E Ricardo fez o resto.
10- Maradona (Argentina, 1990). Nos quartos-de-final do Mundial de Itália, Maradona era o alvo a abater para os tifosi. Que deliraram quando o «pelusa» rematou fraco, permitindo a Ivkovic, guarda-redes da Jugoslávia, mais uma defesa que acabou por não valer de nada: meses antes, Ivkovic já tinha detido um penalty de Maradona, num Nápoles-Sporting, mas os leões ficaram pelo caminho.
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