Os estudantes, os curiosos ou quem procure simplesmente conhecer mais o mundo em que vive, ONG`s, especialistas em direito internacional, politólogos ou jornalistas têm à disposição uma nova ferramenta, a Enciclopédia de Violência Massiva.
Baseia-se num compêndio de artigos elaborados por investigadores, académicos e doutorados na matéria. «Confere credibilidade ao projecto», afirma o director, o historiador e politólogo Jaques Sémelin.
A iniciativa documenta e classifica, em inglês, o conhecimento histórico sobre os crimes, organizados por continentes, países e épocas, ao mesmo tempo que oferece descrições e análises.
Contém índices cronológicos, estudos de casos concretos, contribuições analíticas sobre violência sócio-política, um glossário dos termos mais usados em estudos de genocídio assim como análises teóricas escritas pelos autores mais representativos neste âmbito.
«Quisemos converter a enciclopédia numa referência internacional para expandir o conhecimento da violência em grande massa», sublinha Sémelin.
Sobre o nome escolhido, os autores descartaram os termos «genocídio» e «massacre», porque acreditam que não designam todos os tipos de violência de grupo, pelo que optaram pelo de «violência massiva».
Com este termo pretendem fazer referência «ao fenómeno humano da destruição colectiva por causas culturais, religiosas, sociais e políticas», acrescenta Sémelin.
O politólogo considera que o termo se refere à violência que a população civil sofre «tanto em tempo de guerra como de paz».


















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