Este tratamento intensivo de fitness orçamental valeu ao primeiro-ministro um rol de acusações e críticas, desde sacrificar todos os meios para cumprir este fim aos atropelos sociais motivados por alguns cortes e reajustamentos considerados cegos. A descida deste valor para 2,6 por cento do PIB, em 2007 – a melhor prestação das contas do Estado Português dos últimos 30 anos -, não pode deixar de ser louvada. Cumpriu-se um desígnio governativo.
No Orçamento do Estado de 2007 a meta era chegar aos 3,7 por cento. O objectivo foi ultrapassado com distinção. É assinalável o crescimento da receita. Mas cabe aqui também uma reserva: a despesa também aumentou, depois de tanto ter sido pedido aos contribuintes e de tantos pés terem ficado de fora de uma manta que encolheu, na execução de um conjunto de reformas no sector público, em nome da optimização dos recursos – desde a saúde à educação.
O défice desceu a níveis «históricos», como disse esta quarta-feira o ministro Teixeira dos Santos. Mas falta agora ao primeiro-ministro provar que afinal este não era apenas um fim, como lhe aponta a oposição, mas uma etapa de montanha que era necessário superar para continuar em prova e permitir aos portugueses respirarem de novo.
A descida do tecto máximo do IVA de 21 para 20 por cento poderá ter sido um sinal. Mas falta saber se não ficará esbatido entre os sacrifícios dos últimos anos, que, além de poder de compra, retiraram aos portugueses alguma auto-estima: o ingrediente essencial para que o Governo consiga levar a cabo as reformas que ainda estão por cumprir.
O país e os portugueses andam a “apertar o cinto” de uma tal meneira que qualquer dia nem respiram!!!! E esses político, governantes, cambada de alarves, ainda se riem da/na nossa cara e recebem os louros do nosso esforço. Agora, para a maioria dos portugueses é uma boa notícia, mas na minha modesta opinião esta felicidade vai durar pouco, porque daqui a uns tempos tudo volta a ser como antigamente. Para isso basta surgir por estas bandas mais uns torneios de futebol (tipo Euro 2004, altura em que se gastaram fortunas a construír estádios e a encher os bolsos de muitos gajos que não passam de uns meros sanguessugas) para que os castelinhos de areia que o governo e os portugueses construíram, caiam.
A mim, este governo não me engana. E vocês, povo português, abram-me esses olhos. Isto é puro marketing do governo para ver se consegue mais uns votos em 2009!















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