
Esta época, falar de Cristiano Ronaldo é falar de números ou de elogios. Números que o colocam como o sexto melhor marcador de sempre, numa época, pelo Manchester United ou como o quarto jogador que mais faltas sofre na Liga Inglesa. Elogios que tanto partem do próprio treinador, Alex Ferguson (“ninguém no mundo seria capaz de fazer o que ele fez”), como da concorrência (“genial”, replicaram os técnicos de Bolton, Gary Megson, e Portsmouth, Harry Redknapp).
Mas de que preferiu falar Ronaldo, após o jogo em que “bisou” e ultrapassou George Best? Dos seus livres. Questionado, pela Sky Sports, sobre se os seus tiros de livre já tinham nome, Ronaldo disparou: “Foguete (rocket). Gosto de ouvir as pessoas falar no ‘Foguete do Ronaldo’.” Mas depois explicou: “Estou só a brincar.”
A verdade é que o segundo golo de Ronaldo ante o Bolton, de livre, foi elogiado por todos, até pelos adversários. “O segundo golo foi genial”, disse Gary Megson, coadjuvado por Redknapp, que admitiu que “isso coloca-o como, provavelmente, o melhor jogador do mundo”.
O Manchester United-Bolton ficou mesmo para a história de Ronaldo e do clube. Além de ter ultrapassado Best, o extremo envergou pela primeira vez, de início, a braçadeira de capitão dos red devils. “Foi uma noite maravilhosa. Não sabia que ia ser capitão. Foi uma honra e um prazer”, disse o jogador, desvalorizando a questão: “As minhas responsabilidades são as mesmas.”
O técnico Alex Ferguson optou pelo mesmo discurso: “Não quero criar uma discussão em torno desta questão.” Ele “estava a precisar de assumir a responsabilidade e mostrou-se confortável com isso”, explicou.
De resto, no pós-jogo, Ronaldo recebeu elogios um pouco de toda a parte. “O número de golos que marcou fala pela sua habilidade, é fantástico”, afirmou Ferguson. O técnico também pediu atenção para o número de faltas sofridas pelo seu atleta. Ronaldo é a quarta maior “vítima” dos adversários na liga: sofreu 65 faltas. Arteta, do Everton, lidera com 79.
Mas as faltas podem mesmo ser a forma de parar Ronaldo. Até porque o técnico do próximo rival (Liverpool), Rafa Benitez, já admitiu que não tem nenhuma fórmula para o travar.
Agora que superou o feito de George Best, um extremo como ele, Cristiano Ronaldo pode recordar as palavras do norte-irlandês, sobre ele, pouco antes de morrer: “Houve vários jogadores a serem apontados como novos Best, mas só agora isso é um elogio para mim.”
Denis Law, 46 golos (1963/64)
Van Nistelrooy, 44 golos (2002/03)
Denis Law, 36 golos (1964/65)
Van Nistelrooy, 36 golos (2001/02)
Tommy Taylor, 34 golos (1956/57)
Cristiano Ronaldo, 33 golos (2007/08)
George Best, 32 golos (1967/68)
Brian McClair, 31 golos (1987/88)
Bobby Charlton, 29 golos (1958/59)
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