Estudo procura genes para a homossexualidade

13 11 2007

Julio e Mauricio Cabrera são irmãos homossexuais que estão convencidos de que a sua orientação sexual tem raízes tão profundas como a sua ascendência mexicana.

Estão entre os mil pares de irmãos homossexuais que fazem parte do maior estudo para procurar genes que possam influenciar que as pessoas sejam homossexuais.

Os Cabrera esperam que o estudo ajude a calar as críticas que apontam a homossexualidade como uma escolha imoral.

Se foram encontradas novas provas que sugiram o envolvimento de genes, talvez os homossexuais sejam vistos como diferentes a par de outros traços genéticos como a altura e a cor do cabelo, disse Júlio, um estudante da DePaul University em Chicago.

O seu irmão acrescenta: «Penso que ajudaria uma série de pessoas a compreenderem-nos melhor».

O estudo, financiado por fundos federais, conduzido por investigadores na área de Chicago, vai apoiar-se em amostras de sangue e de saliva para ajudar os cientistas a investigar se há genes que determinam a homossexualidade. Os pais e irmãos estão também a ser recrutados.

Cépticos contestam resultados

Embora os resultados iniciais estejam previstos só para o próximo ano – e não se espera que dêem uma resposta final – os cépticos já estão a atacar os métodos e a contestar os presumíveis resultados.

Estudos anteriores mostraram que a orientação sexual tende a agrupar-se em famílias, apesar de não provarem um envolvimento da genética.

Uma investigação envolvendo gémeos verdadeiros (monozigóticos), frequentemente usados para estudar a genética uma vez que partilham o mesmo ADN, teve resultados mistos.

Um estudo muito citado nos anos 90 mostra que se um de dois gémeos verdadeiros for homossexual, o outro tem 52 por cento de hipóteses de ser «gay». Em contrapartida, o resultado num par de irmãos não gémeos era de nove por cento. Um estudo efectuado em 2000 com gémeos australianos monozigóticos indica uma hipótese mais baixa.





Andar sexy para enganar os homens

13 11 2007

Cientistas que analisaram o andar feminino afirmam que o caminhar sexy é um mecanismo que as mulheres desenvolvem no período menos fértil para esconder dos machos indesejáveis o verdadeiro período de ovulação.

Quando uma mulher anda pelas ruas a rebolar demais, o mais certo é não está na ovular. A conclusão é de um estudo sobre os sinais sexuais emitidos pelas mulheres aos homens, publicado na revista «NewScientist» e citado pelo site Globo.com.

Uma equipa da Queen`s University de Ontario, no Canadá, vestiu algumas mulheres voluntárias com roupas equipadas com refletores de luz colocados nas articulações, nos braços e nas pernas e filmou-as a caminhar. As mulheres também forneceram amostras de saliva para que os níveis hormonais fossem analisados.

As voluntárias que estavam nos períodos férteis andaram com movimentos de quadril mais discretos e com os joelhos mais aproximados.

Os cientistas mostraram os vídeos a 40 voluntários homens e pediram-lhes para elegerem o andar mais sexy. As vencedoras foram aquelas que estavam no período menos fértil do ciclo menstrual.

O estudo parece ir contra outra pesquisa recente que aponta que os homens respondem com mais entusiasmo às mulheres em período de ovulação. Essa análise demonstrou que as dançarinas ganham mais gorjetas durante o período fértil. Mas os investigadores canadianos acreditam que não há contradição porque as mulheres férteis dão sinais quando os homens estão mais perto. Esses sinais surgem através de moléculas olfativas chamadas feromonas e também em expressões faciais.

Por outro lado, o homem pode captar o andar sedutor de uma mulher a longa distância. E um caminhar sexy, visto de longe, pode depois agir como um sinal não-intencional para machos menos atrativos

Assim, um andar menos sexy no período da ovulação dá à mulher uma vantagem evolucionária: ela pode «esconder» o seu período fértil de um homem indesejável. O andar sexy seria então uma pista falsa para iludir os homens que não agradaram.





Greve de argumentistas leva Hollywood ao desespero

13 11 2007

A greve dos argumentistas está a levar ao desespero as produtoras de televisão norte-americanas, que já contratam guinistas britânicos para não terem de parar algumas séries televisivas. Em cima da mesa, e como último recurso, pensam ainda contratar estudantes de cinema para lhes escrever os argumentos.

O canal de televisão NBC está a usar argumentistas de companhias internacionais como a Lionsgate e U.K Power para séries como “Robinson Crusoe”. Segundo a agência Reuters, é a primeira vez em 45 anos que uma companhia britânica produz guiões de séries para os EUA – apesar de o mesmo não acontecer com os elencos de muitas séries de sucesso norte-americanas, que têm actores britânicos como cabeças de cartaz.

Mas os efeitos desta greve, que decorre há uma semana e ainda não tem fim à vista, já se fazem notar no pequeno ecrã. A série «24» já foi cancelada por falta de argumento – e não foi a única. Também a série “Oaks”, do argumentista David Schulner, e do produtor Shawn Ryan, teve a sua estreia na segunda-feira passada, dia 5 de Novembro, mas a sua transmissão está suspensa até ao fim da greve dos argumentistas. “Oaks” pertence a um conjunto de doze novas séries para a programação de Outono, que se encontram em “stand by”.





«É preciso ser imbecil para querer ser famoso»

13 11 2007

Afirmação é de Miguel Sousa Tavares, em entrevista ao Diário de Notícias. Escritor falou sobre o seu novo romance e sobre o que o faz escrever. «Escrevo para que as pessoas gostem, não para ser famoso», explicou o Miguel Sousa Tavares.





Apenas um desabafo

13 11 2007

Em Fevereiro de 2006 pelas 7:30 da manhã, recebi um telefonema que eu julgava ser da minha mãe. Não era a voz dela mas sim de uma colega. Disse-me: “Ana a tua mãe foi atropelada, mas está consciente”. O mundo fugiu-me dos pés…tudo desabou.
Seguiu-se um longo processo de recuperação que ainda hoje decorre. 4 meses no hospital, 2 operações a 3.ª vem a caminho.
O acidente ocorreu na estrada que liga Cacém a Porto Salvo, exactamente na rotunda do Taguspark em frente à PT. É uma recta, tipo auto-estrada ou via rápida. A minha mãe trabalhava na PT. Se conhecerem a zona sabem que a única paragem de autocarro que existe é do lado oposto. Não existe passadeira, não existe passagem aérea, lombas, sinais! No croqui da policia e segundo testemunhas, a minha mãe estava “ainda na relva”, seguida da faixa de segurança (a 2,5m da estrada). O individuo que a atropelou escreveu exactamente estas palavras: “senti uma COISA a bater-me no carro e depois REPAREI que era uma senhora”(???!!!). Esta COISA em que ele bateu foi projectada cerca de 12mts caindo dentro da Rotunda (q deve ser a mais movimentada da zona). Nunca a visitou, nunca telefonou, sei que escondeu o carro.
A minha mãe tem agora 49 anos, eu sei, é nova, mas nunca mais poderá usar saltos altos. A “tala” azul para não ter dores é PARA SEMPRE. Passou o 18º aniversário da filha mais nova no hospital. Fez os 49 anos no hospital. Eu sei…podia ter morrido, podia ter ficado paraplégica, tetra, mas AQUELA COISA é muito importante para mim, para a minha irmã, para o meu pai. Aquela COISA está com depressão! Aquela COISA não poderá NUNCA voltar a correr! Aquela COISA está defeita!
Mandei muitas cartas, falei com muitas pessoas. A única resposta que tive foi: “lamentamos, mas estrada em questão não é da nossa competência” (???!!!!!!)
Estarei no planeta errado??

Ana





Objectivo: reduzir mortes na estrada

13 11 2007

A Estradas de Portugal (EP) vai ser obrigada a reduzir a metade o número de mortes na rede rodoviária que lhe será concessionada, até 2010, e será multada se não o conseguir, segundo as bases do contrato de concessão, informa a agência Lusa. Os montantes das multas a aplicar não são explicitados.

O contrato vai determinar como objectivo «para 2010 uma redução em 50 por cento do número de vítimas mortais na rede sob gestão da EP, em relação ao valor de referência (média aritmética do número de vítimas mortais nos anos de 1998, 1999 e 2000)».

Isto significa que, «em 2010, o número de vítimas mortais na rede sob gestão da EP não pode exceder 551».

Será também fixado como objectivo «uma redução não inferior a 35 por cento» do valor do Indicador de Gravidade (calculado a partir de uma fórmula utilizada para determinar os pontos negros nas estradas) nas travessias urbanas.

O número de pontos negros nas estradas também será reduzido, pelo menos, em 40 por cento, até 2010, o que significa que, naquele ano, «o número de pontos negros não pode exceder os 39».

Todos os indicadores de sinistralidade implicarão multas se não forem cumpridos, pelo menos, em 85 por cento.

O contrato de concessão vai, ainda, determinar objectivos ao nível das chamadas externalidades ambientais, como a concentração de azoto, níveis sonoros, descargas de águas de escorrências e atropelamentos de faunas. Existirão, finalmente, objectivos para o nível de serviços nas vias, calculados de acordo com o norte-americano Highway Capacity Manual.





100 mil euros por assassino

13 11 2007

Norman Volker Franz (Foto retirada do site da polcia)

Norman Volker Franz (Foto retirada do site da polícia)

A polícia alemã está convencida de que um assassino perigoso que fugiu há 20 anos de Portugal pode estar novamente no país, no Algarve, precisamente onde foi detido em 1998, pela PJ. Norman Volker Franz tem 37 anos e foi condenado a prisão perpétua por dois homicídios e é ainda suspeito de mais três assassinatos. Segundo a polícia alemã várias instituições oferecem uma recompensa de 100 mil euros pela captura.

O perigoso assassino alemão tem 1, 77m, corpo peludo, cabelo ralo loiro, calvo na frente e olhos castanhos. O homicida viveu no Algarve, depois de ter fugido da cadeia de Hagen, com a mulher e o filho. Norman estava «camuflado» como consultor imobiliário. Em declarações ao jornal 24 horas a polícia alemã revela a desconfiança de que o criminoso tenha voltado ao Sul de Portugal.

«Até agora não foi encontrado nenhum rasto interessante que conduza à recaptura de Norman Franz, mas acreditamos que está a trabalhar outra vez no Sul de Portugal no sector de Turismo, talvez num hotel ou embarcação marítima, de forma discreta», dizem as autoridades alemãs que na página da Internet tem o perfil do suspeito, em português, alemão e inglês. Na mesma página é possível ler um alerta a letras vermelhas: «Franz é violento e está armado. Faz uso da arma sem a menor consideração».

Em Portugal, a Polícia Judiciária recusa-se a comentar o caso e a confirmar a existência de uma mandado internacional de captura. Ao que o PortugalDiário apurou existe de facto um mandado, datado de 1998, época em que o homicida fugiu do Estabelecimento Prisional de Lisboa. «Não houve, até ao momento, qualquer actualização das informações na base de dados. No entanto, caso seja detectado será detido», esclareceu fonte policial.

Mestre do disfarce

O disfarce é uma das características deste homicida que «não hesita em matar inocentes para enriquecer». Segundo a polícia Norman Franz, fala inglês e português e muda «várias vezes de aparência».

É electricista e tem experiência na área das finanças e imóveis. Na altura, tinha um corpo atlético e aparentava ser calmo e reservado. Apesar destas características, as autoridades consideram que Norman é uma pessoa «desconsiderada e brutal para quem a vida de outra pessoa não tem importância».

Para além das cinco pessoas que Norman terá morto é ainda suspeito de vários assaltos à mão armada. Durante a fuga da cadeia alemã, o criminoso alemão terá morto três pessoas a sangue-frio.