Memórias do Salazarismo

16 10 2007

O liceu norte-americano, Percy Julian, instaurou uma regra polémica, especialmente para quem gosta de um «aconchego». A directora Victoria Sharts proibiu que os 860 alunos da escola, situada na periferia de Chicago, se abraçassem dentro das instalações escolares.

Segundo a responsavel, os alunos estavam a criar «filas para abraços», o que os atrasava para as aulas e «tumultuava» os corredores. «O abraço é mais apropriado em aeroportos ou reuniões em família do que cada vez que se vê alguém conhecido pelo corredor», justificou Sharts.

Outro motivo para instituir a política de proibição é que por vezes alguns abraços eram «longos e próximos demais», segundo a directora.

«Existe o outro lado da questão, quando um abraço é indesejado ou se torna inadequado para um dos alunos», escreveu Sharts numa circular que enviou aos pais. «Por vezes, acontecem incidentes desta natureza. O objetivo é manter os corredores seguros e organizados por onde todos consigam passar e ser pontuais».

SIMPLESMENTE REPUGNANTE, ESTA IDEIA-





Comer nos tempos de hoje (DICAS)

16 10 2007

Estamos todos cientes de que o ritmo e as exigências da vida nas sociedades modernas actuais tem tido consequências boas e más a muitos níveis. A alimentação é um desses casos.

Reduz-se o tempo para a confecção, opta-se pela comida já preparada ou pré-preparada. Recorre-se mais a restaurantes, à comida rápida. Tudo porque há menos tempo para desempenhar essa tarefa.

Continua a ser a mulher/mãe a desempenhar esse papel (muito maioritariamente) e, ao ter entrado profundamente no mercado de trabalho, o seu tempo para essa actividade diminuiu.

Por outro lado, a publicidade, sob todas as formas, “bombardeia” o consumidor (passivo ou activo) com doces, guloseimas, alternativas que nos cativam com o sal e açúcar em excesso, contrapondo-se às recomendações constantes para que esses ingredientes sejam consumidos em baixa quantidade.

O mercado também mudou: hoje existem produtos alimentares disponíveis todo o ano, mesmo os produtos que antigamente eram apenas sazonais: congelam-se, criam-se em estufas, colhem-se verdes, acrescentam-se-lhes conservantes, importam-se, etc.

As crianças de hoje, especialmente as das cidades, comem mal. E não é por comerem pouco…
A “fartura” (variedade, acessibilidade) actual permite-lhes recusarem alimentos ou modos menos “apetitosos” de os confeccionar.

A falta de tempo dos adultos permite que as crianças comam com menos regras e menos variedade, muitas vezes sozinhas, em que os crescidos procuram nas constantes cedências alimentares compensar as suas ausências de presença e de afectos.

Para somar a estes factores, as “modas” das dietas afectam os adolescentes, vítimas por excelência das crises “idade da imagem” e o cansaço vence a cozinha…

Não se defende uma posição fundamentalista face às opções modernas, aos alimentos pré-confeccionados, à comida rápida.
Defende-se o bom senso, o equilíbrio e a melhor solução para comer-bem-sem-muito-tempo-para-cozinhar. Acreditamos que a tradição nos dá boas pistas, temperadas com as novas possibilidades do progresso.
Tudo tem o seu lugar na justa medida, sem excessos.

Discordamos das proibições totais (o fruto proibido é o mais apetecido) ou de hábitos desregrados aceites sem contestação que caem no extremo oposto (ciclo pizza-hamburguer-douradinhos).

Com algum esforço, pode-se tirar partido da existência do frigorífico, do micro-ondas, dos produtos congelados (de confiança).
Pode-se preparar comida com antecedência, elaborar ementas semanais (com a colaboração de todos), criar regras para o consumo de alguns alimentos em casa (e fora, se possível).

Em limite, podem-se “disfarçar” culinariamente alguns alimentos menos populares – em sopas, empadões, tartes, salgados, purés…

As mudanças na ementa podem ser acordadas por todos. Os membros da família podem ajudar a preparar as refeições, a escolhê-las, podem também ir às compras, seleccionar, dar sugestões. Podem partilhar tarefas e funções.

Em termos educativos, recuse-se o “não gosto disto” sistemático, muitas vezes fruto de imitação dos colegas de escola ou como meio pressão para forçar os pais a eliminarem da dieta o que é indesejado.

Combata-se também nos adultos: “se não gostas, come menos” – pois a educação é dar o exemplo e não se pode exigir a um filho que coma de tudo quando o pai recusa certos pratos…

Criem-se regras de provar sempre as coisas (novas), comer de tudo, mesmo que de algumas coisas se coma pouco. O gosto educa-se e é importante desenvolver aquilo a que popularmente se chama “ter boa boca”.

Comer melhor comendo aquilo de que se gosta é possível. Aprender a gostar de (quase) tudo, também.

Como se celebra hoje o dia mundial da alimentação, deixo-vos aqui  umas  dicas  e  maneiras  para  comerem  melhor,  bem  como,  a  importância  de  alguns  alimentos.

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Hoje é o dia Mundial da Alimentação!

16 10 2007

O dia Mundial da Alimentação é assinalado na Organização das Nações Unidas (ONU) sob o lema «O Direito à Alimentação».

Esta terça-feira, Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas, recordou que a alimentação é «um direito humano fundamental», lembrando que um dos Objectivos do Milénio, acordados a nível das Nações Unidas pelos países desenvolvidos consistiria em reduzir para metade, face a 1992 e até 2015, o número de pessoas que, no mundo, são afectadas pela fome.

O progresso neste campo tem sido «lento», admite o primeiro responsável da ONU e está muito longe de ser alcançada a meta proposta na Cimeira Mundial da Alimentação de 1996.

854 Milhões de crianças, homens e mulheres ainda vão para a cama de estômago vazio, e, cerca de 14 por cento da população mundial sofre de fome ou insegurança alimentar, o termo usado pela FAO (Agência para a Alimentação e Agricultura), para caracterizar a falta de acesso a alimentos suficientes para a vida, a subsistência e a saúde.

Todos os dias morrem de fome ou de problemas a esta associados, cerca de 16 mil crianças com menos de cinco anos. No entanto, a agricultura está a produzir 17por cento mais de calorias por pessoa, por comparação ao que produzia há três décadas e mesmo tendo em conta que a população mundial aumentou 70 por cento nesse período.  A FAO reúne-se, esta terça-feira, em Roma, em assembleia plenária, para, mais uma vez, discutir o problema da fome.